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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Afinal, o que faz um psicólogo?




Esta é uma das perguntas mais frequentes que nós psicólogos ouvimos. Apesar da psicologia estar ganhando espaço nos últimos anos, ainda é muito restrita a consultórios, criando uma visão da psicologia como elitista e restrita no campo de trabalho.
Este ano comemoramos 50 anos da psicologia no Brasil, a data deve ser comemorada, mas também devemos lembrar que há muito a se fazer, começando por esclarecer afinal, o que fazem os psicólogos?
Vamos às origens... Psicologia vem do latim, psique, que significa alma, estudo da alma. Durante muito tempo discutiu-se se psicologia seria realmente uma ciência, afinal os fenômenos psicológicos não são observáveis, mensuráveis, nem tampouco replicáveis e com possibilidade de generalização.
Os primeiros estudos para confirmação da psicologia como ciência foram feitos por fisiologistas, como Wundt, condicionando cães a salivarem ao ouvirem uma campainha que indicava que a comida viria logo a seguir. Então, será que nós humanos também somos condicionados a eventos durante nossa vida? Certamente!
Freud, o pai da psicanálise também atentou para este fato. Estudou mais a fundo a histeria após ver em suas pacientes fenômenos que ele como médico não conseguia explicar apenas com ajuda da medicina.
Como podem ver no início da psicologia a profissão realmente era exercida em consultórios. Porém, se o objeto de trabalho da psicologia é o ser humano, onde há ser humano há possibilidade de trabalho. Clínicas de reabilitação, hospitais, instituições de saúde, departamento de marketing, RH, instituições judiciárias, empresas, presídios, clubes de esportes, academias, assistência social e instituição de proteção ao menor são apenas alguns exemplos de lugares onde o psicólogo pode ser encontrado.
Em todos estes locais o psicólogo vai lidar com as adversidades da mente. Podemos compará-la com um iceberg, onde o consciente é a ponta, mas todo o resto submerso faz parte de nós, apenas não está aparente. Nossas memórias, fantasias, desejos, pulsões e medos podem não estar tão claras pra nós, mas ainda assim estão lá e podem aparecer quando menos esperamos. O psicólogo está preparado para auxiliar seu analisando a trazer o que está submerso para a superfície e a partir daí lidar com o que faz parte de si. Podemos dizer que o psicólogo trabalha com o sofrimento humano, pois se todos esses conteúdos estão submersos, existe um motivo para tal, e na maioria das vezes é o sofrimento que estes conteúdos nos causam.
O mito de que psicólogo é “coisa de louco” é apenas um dos muitos que permeiam a profissão. Outra das confusões a respeito da profissão é quanto a medicalização. A formação do psicólogo é feita através da faculdade de psicologia, e não de medicina, portanto não sendo permitido ao psicólogo medicar em hipótese nenhuma, nem com remédios tradicionais nem com alternativos, como florais. O psicólogo pode sim trabalhar em conjunto com psiquiatras quando é necessário, como em casos de depressão profunda, onde é preciso medicar, mas esta não é uma regra, pelo contrário, quanto antes se procurar acompanhamento, menos chance se tem de ser necessário o acompanhamento em que é necessário medicar.
           
Psicólogo não trata só de pacientes psiquiátricos, ao contrário do que muitos insistem em pensar. Se todos nós conhecêssemos mais de nós mesmos com certeza saberíamos lidar melhor com o que temos a nossa volta, produzindo menos medos, angústias, receios e sabendo lidar melhor com o principal personagem de sua vida, você mesmo.

Enfim, o psicólogo está lá para ouvir e direcionar segundo a vontade do analisando. O que você deseja para sua vida? O que gostaria que fosse diferente? Ele está lá para mudar os ventos, afinal “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir ‘Autos desconhecido’”. 

Priscila A. Gonçalves
Psicóloga Clínica
CRP. 06/102315

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Psicopedagogia Clínica

O psicopedagogo clínico tem como objetivo diagnosticar as causas das dificuldades na aprendizagem e atuar com sessões interventivas para solucionar estes problemas.
As sessões diagnósticas objetivam descobrir junto à família, escola, indivíduo e outros profissionais (se houver), e usando técnicas psicopedagógicas específicas, as causas que podem estar interferindo na aquisição do conhecimento. Estas causas podem ser de origem orgânica, emocional, ambiental ou específica.
Nesta fase muitas vezes é necessário o envolvimento de outros profissionais (fonoaudiólogo, neurologista, pediatra, psicólogo), depende de cada caso. O objetivo é procurar descobrir o motivo do possível bloqueio e ajudar a criança na solução de suas dificuldades.
É importante ressaltar a importância da investigação das causas da não aprendizagem. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico e as sessões interventivas, melhor será o bem estar da criança, mais fácil e rápido o tratamento, menor será a sua defasagem como aprendiz, e menor a chance da criança ter sua autoestima rebaixada originando problemas emocionais que poderiam ser evitados.
Com a hipótese diagnóstica traçada, o psicopedagogo promoverá as sessões de intervenção psicopedagógica, as quais terão como objetivo minimizar/eliminar os déficits levantados durante o período diagnóstico. O número de sessões semanais pode variar de uma a três vezes por semana, dependendo de cada caso.

O resultado não se dá da noite para o dia, como em qualquer trabalho terapêutico, é necessário paciência, dedicação e persistência. As crianças são singulares, cada qual com sua particularidade, necessitando de um atendimento personalizado e sensível às suas dificuldades, cabe ao profissional de psicopedagogia oferecer este atendimento de modo a tornar o momento escolar da criança o mais prazeroso possível.
Nádia Azimovas - Psicopedagoga - ABPp 11809

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Atendimento com hora marcada. Atendemos convênio e particular - consulte parcerias. Fácil localização e acesso. Estacionamento no local.